O processo de recrutamento e seleção é responsável por estimular um ambiente organizacional diverso e trazer novas perspectivas à empresa.
Por Nathalia Molina
O capital humano tem papel central no desenvolvimento e sucesso de uma corporação empresarial e, quando construído sob um clima organizacional inclusivo, impulsionado pelo processo de recrutamento e seleção (R&S), promovemos o enriquecimento cultural de qualquer companhia.
Se o objetivo da empresa é vender produtos e/ou serviços para uma sociedade formada por diferentes perfis, seja de crença, origem, classe social, etc., fica ainda mais clara a necessidade de termos pessoas que compartilhem ideias distintas, a partir de suas vivências, para prosperarmos.
Diferentes perfis são necessários para a sobrevivência de qualquer negócio
Diante da necessidade de contratar pessoas que ajudarão a companhia a crescer, cada uma com as suas características, o processo de R&S é o grande responsável por estimular um ambiente organizacional diverso e trazer novas perspectivas à empresa.
As corporações são um reflexo da sociedade. E, o papel da equipe de recrutamento e seleção deve ser altamente educativo e adequado em todos os sentidos, principalmente relacionado a diversidade e inclusão dentro da empresa.
O processo de recrutamento deve garantir que a triagem, envolvendo métodos assertivos, venha com diversidade, somado ainda com uma liderança preparada para olhar as pessoas nas suas competências. Esse mindset, ou seja, a conscientização dos gestores, é fundamental para a quebra do chamado viés inconsciente.
Companhias que estão em um patamar mais avançado no processo de diversidade e inclusão atuam ainda com o que chamamos de ações afirmativas, como forma de promover a igualdade racial, tornando os processos mais justos e ampliando as oportunidades para todas as pessoas. Como exemplo, temos o recente programa de estágio lançado pelo Magazine Luiza, focado na contratação de trainees negros.
Recrutamento às cegas
Outra atividade avançada promovida no processo é o recrutamento às cegas, realizado sem dados demográficos. Ou seja, sem informações dos candidatos como: nome, idade, gênero, escolaridade, fotos e quaisquer outras referências que podem ser usadas como pré-conceito, inconsciente ou não. Significa contribuir para que a escolha seja feita baseada na experiência. Em outras palavras, o background que mais tem fit cultural alinhado entre os valores da empresa e do candidato.
Independente da ação envolvida, o mais importante aqui é o chamado walk the talk. Ou seja, servir de exemplo. Independentemente também do estágio em que sua empresa se encontra, a diversidade no R&S deve ser uma realidade, não apenas para termos uma sociedade mais justa e igualitária, mas também para que ela seja competitiva no processo de contratação e retenção de talentos. Além disso, com essa pluralidade, certamente haverá maior e melhor conexão com o mercado consumidor, o que torna a empresa cada vez mais inovadora. Diversidade e inclusão traz inovação sim, aumenta a competitividade e cria um ambiente mais acolhedor.
E para finalizar, o compromisso com a diversidade em highlevel não é exclusivo para uma corporação e sim, para a sociedade na sua essência. A partir do momento em que a gente fomenta internamente, conseguimos expandir para onde estivermos. Trata-se de uma jornada. E mais do que futuro, a diversidade é o presente!
Nathalia Molina, 34 anos, advogada e atual diretora Jurídica de Recursos Humanos (RH) da Meritor Brasil e também de Aftermarket da empresa para a América do Sul.
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