A empresa Meta, novo nome do grupo que controla o Facebook e o Instagram, atualizou recentemente a Política de Privacidade do Facebook, para deixá-la mais clara e fácil de navegar. As atualizações entram em vigor no dia 26 de julho e abrangem os aplicativos Facebook, Instagram e Facebook Messenger, entre outros produtos e serviços da empresa.
A companhia citou as seguintes mudanças:
Reformulação clara: A empresa reescreveu e redesenhou a Política de Privacidade de modo a torná-la mais compreensível e mais fácil para que as pessoas possam acessar os controles de gerenciamento de privacidade.
Controles atualizados: A Meta adicionou mais detalhes sobre como a empresa usa e compartilha informações com terceiros, e inseriu novos controles para gerenciar quem pode ver as postagens das pessoas e os tópicos sobre os quais os usuários desejam ver anúncios.
Localização Central: A nova Central de Privacidade agora é compatível com a Política de Privacidade. Segundo a empresa, seu acesso agora é mais fácil.
A Meta dividiu por tópicos a Política de Privacidade:
Quais informações coletamos?;
Como usamos suas informações?;
Como suas informações são compartilhadas com Produtos da Meta ou com Parceiros Integrados?;
Como compartilhamos informações com Parceiros, fornecedores, provedores de serviços e terceiros?; e
Como você pode gerenciar ou excluir suas informações e exercer seus direitos?
Lembramos que estas políticas visam adequar cada vez mais a privacidade do Facebook, Instagram, dentre outras ferramentas do Meta, à Lei Geral de Proteção de Dados, também conhecida como LGPD, legislação Brasileira que regular a coleta, tratamento, armazenamento, compartilhamento e descarte de dados pessoais.
Mas qual a verdadeira razão para a Meta investir nestes procedimentos de governança e deixar a privacidade mais clara para o cliente? Haveria algum motivo altruísta nesta iniciativa de deixar as políticas mais transparentes aos usuários?
Na verdade, a razão é mais capitalista que social.
O ranking da Standard & Poor's (S&P 500), que estabelece critérios para fundos de investimentos alocarem seus respectivos capitais, deixou de fora várias empresas de destaque, como a Meta, que caiu na classificação ESG por questões de privacidade e segurança de dados. Ou seja, dentre as práticas Environmental, Social and Governance (ambiental, social e governança, o ESG) a Meta não teria cumprido os compromisso do pilar S (Social) e do pilar G (Governança).
Atentem-se para a sutileza desta informação: As políticas de ESG do grupo Meta encontram na Página de Relacionamento com o Investidor - https://investor.fb.com/esg-resources/default.aspx
Com esta iniciativa, o Meta pretende melhor se posicionar no ranking, para que seja classificada como uma empresa ESG e, com isso, abrir as portas para mais fundos de investimentos e capital.
Como já percebeu, ser ESG representa dinheiro!
Se a sua empresa ainda não percebeu, está na hora de se movimentar. Então, não perca tempo!
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