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Inovação: Errar e alterar Rumos fazem parte do Processo

O processo de inovação sempre está atrelado ao desenvolvimento de algo diferente, com alto valor agregado, e que, certamente, nunca foi testado de forma operacional. Assim, muito é investido em metodologias de como tangibilizar um determinado processo, produto ou serviço, que ainda não foi nem projetado, manuseado, sentido ou utilizado, nem mesmo prototipado em um ambiente de testes ou homologação.

Pessoalmente, já participei de vários processos de inovação, seja na minha empresa, seja em entidades de classe ou mesmo prestando consultoria para meus clientes.

Gosto muito de utilizar a metodologia do MVP, cuja sigla deriva do inglês Minimum Viable Product, que significa Produto Mínimo Viável. Significa construir uma versão mais simples e enxuta de um processo, produto ou serviço, empregando o mínimo possível de recursos para entregar a principal proposta de valor da ideia. Assim, é possível validar o processo, produto ou serviço, antes de seu lançamento.

Para tanto, também utilizo recursos da metodologia Privacy by Design, de autoria da Doutora Ann Cavoukian – ex-Comissária de Informação e Privacidade da Província de Ontário e Diretora executiva do Instituto de Privacidade e Big Data da Universidade Ryerson –, na qual a proteção de dados pessoais deve ser estruturada desde a concepção dos sistemas, práticas comerciais, projetos, produtos ou qualquer outra solução que envolva o manuseio de dados pessoais. Em outras palavras, a privacidade de dados é mais do que uma mera recomendação ou boa prática. Ela deve fazer parte obrigatória da estruturação técnica dos produtos e serviços. O não atendimento por parte das empresas a procedimentos e exigências destinadas à privacidade de dados pode expor os titulares de dados a prejuízos, bem como a sanções administrativas e judiciais.

Assim, é possível desenvolver um processo, produto ou serviço de forma rápida, barata e segura, com um forte engajamento prático, colocando-o em uso o mais breve possível, para testá-lo junto ao seu consumidor, que pode ser tanto um cliente interno da empresa (quando estamos trabalhando com processos), um mesmo uma outra empresa ou um cliente do varejo.

Em paralelo, também gosto de utilizar nos meus projetos a metodologia Ágil, que é uma forma de conduzir projetos que busca dar maior rapidez aos processos e à conclusão de tarefas. Não apenas isso, mas a metodologia ágil baseia-se em um fluxo de trabalho mais ágil, flexível, sem tantos obstáculos, com total interatividade e engajamento de equipe. O que gosto na metodologia ágil é a forma de tomada de decisão, que induz um processo muito dinâmico e colaborativo.

Por fim, nos projetos de inovação que atou, também utilizo a metodologia Lean, que consiste em deixar operações de uma empresa mais enxutas, com foco em diminuir desperdícios sem prejudicar a qualidade da solução final. Esse conceito tem sido adotado por vários tipos de empresas, principalmente startups que precisam de alta performance com menos custos operacionais.

E, uma das coisas mais importantes que aprendi com a metodologia Lean é: testar rápido, para errar rápido e corrigir rápido!

Nada melhor que colocar o seu MVP em prática e torná-lo operacional o quanto antes, para poder testá-lo diretamente com o usuário/cliente! Sentir na pele as respostas para as expectativas do seu processo, produto ou serviço e agir rápido para que o MVP possa ser gradualmente incorporado no uso corrente do seu usuário/cliente.

Muitas vezes, é necessário “pivotar” o projeto e fazer alterações de rumo radicais. Impactos na forma de precificação, distribuição, usabilidade e design são sempre testados neste momento de testes operacionais, e não é incomum um MVP errar e ter de alterar rumos durante o processo de desenvolvimento.

A McKinsey & Company, Inc. do Brasil Consultoria Ltda., em seu estudo Latam Digital Report Startup Study 2023, apontou que alterar o rumo estratégico de uma Startup é algo comum, para a sobrevivência da empresa. E, algumas delas, mais de uma vez!

A conclusão é: não tenha medo de inovar! Com técnica e metodologia, inovar não é tão complicado e errar faz parte do processo. Ainda mais, neste ambiente colaborativo e engajado que estamos vivendo, com as boas práticas de Sustentabilidade Ambiental, Responsabilidade Social e Governança Corporativa, resumidas na sigla ESG (Environment, Social & Governance), a inovação certamente fará parte das políticas e boas práticas de engajamento da empresa. Lembramos que não existe departamento de inovação, pois a inovação deve ser horizontal, aplicada a todos os departamentos da empresa.

Trata-se de empoderar o colaborador, para que ele possa diagnosticar um processo e desenvolver uma melhoria prática e efetiva!

E a sua empresa? Já mobilizou alguma iniciativa de inovação?

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