Na edição de 2022 da pesquisa publicada pela GEP Spend Category Outlook, o tema ESG (Environment, Social and Governance) foi levado extremamente a sério, na medida em que as empresas deverão apresentar indicadores e balanços contábeis comprobatórios de ações neste sentido.
De acordo com o Estudo, a Sustentabilidade não é mais apenas um “jargão” de negócios. Está ganhando força e encontrando lugar de destaque na estratégia corporativa. Investidores, consumidores e funcionários esperam que as empresas busquem metas maiores de sustentabilidade. Pesquisas mostram que empresas com altos índices ambientais, sociais e de governança (ESG) têm um custo menor de dívida e equidade, e que iniciativas de sustentabilidade podem ajudar a melhorar o desempenho financeiro e, ao mesmo tempo, promover o apoio público. A
sustentabilidade hoje abrange vários aspectos empresariais.
• Meio Ambiente: 18% do PIB poderia ser varrido da economia global até 2050 se as temperaturas globais
aumentassem em 3,2°C. Estratégias para reduzir a pegada de carbono e outros resíduos ambientais não só
preservarão a natureza para as gerações futuras mas também terão um impacto financeiro positivo.
• Social: Ao tratar seus funcionários de forma justa e contribuir para a comunidade que servem, as empresas
podem atrair novos talentos e também melhorar a retenção de talentos, ao mesmo tempo em que exploram
novos mercados e expandem os já existentes.
• Governança: Uma forte e eficaz governança corporativa melhora a prestação de contas e resulta em um
desempenho financeiro superior. Um melhor alinhamento com os interesses dos acionistas (por meio de
comunicação transparente e tomada de decisão engajada) ajuda no desenvolvimento de metas claras e nos
esforços conjuntos para alcançá-los.
Com a falência do Estado, a iniciativa privada não é apenas convidada, mas convocada a participar com protagonismo a exercer sua função social, entendendo e cuidando de assuntos ambientais, sociais e compliance, ou seja, cumprimento de regras e disposições legais. Até mesmo pagamento de impostos!
Veja o caso do Starbucks, na Inglaterra: houve "greve" dos clientes, até que a rede de cafés pagasse seus impostos.
A reputação das empresas está cada dia mais exposta. Vejamos o exemplo mais recente da grande rede de lanchonetes McDonalds e a repercussão negativa do lanche McPicanha, que não trazia na sua composição a carne de Picanha.
A sociedade não aceita mais comportamentos das empresas que não demonstre comprometimento com transparência, segurança e coletividade. Quem não se adequar, estará com os dias contados.
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