A terceirização - contratação de fornecedores de serviço - é uma prática utilizada de forma crescente nas empresas. No Brasil, mais de 22% dos trabalhadores formais (ver IBGE, 2018) atuam em fornecedores que terceirizam a prestação de serviços. A gestão destes fornecedores pelas empresas que os contratam ainda apresenta bastante oportunidade.
Temos uma oportunidade real para melhorar a gestão de terceirização nas empresas. Aproveitando uma ideia explorada no livro Anti-Frágil (autor: Nascimento Nicholas Taleb):
É difícil ver como as coisas funcionam se observarmos apenas as partes isoladas.
Para uma empresa avaliar adequadamente seu prestador de serviços, ela precisa avaliar de forma integrada as perspectivas de risco, performance (SLA, KPI) e valor (comprometimento, inovação, flexibilidade, expertise).
Em geral as empresas realizam estas avaliações (com parte de seus fornecedores) mas de forma não integrada e dispersa. Ao fazer isso elas perdem uma oportunidade de analisar a situação mais completa que reflete o que seus parceiros de negócio estão entregando, como estão as entregas e se está de acordo com as expectativas dos stakeholders.
Apesar desta questão podemos notar uma evolução de maturidade das organizações em relação à gestão de risco destes prestadores de serviço, o que pode mitigar problemas de passivos, exposição da imagem da empresa, fraude, entre outros pontos que podem se relacionar a temas importantes de Compliance.
Portanto, para aprofundarmos adequadamente a gestão da terceirização nas empresas - ainda que focados nos fornecedores estratégicos e críticos - podemos buscar a integração das perspectivas de análises já realizadas, que poderão nos dar uma visão mais completa destes fornecedores.
Outro assunto importante para discutirmos aqui é sobre como o envolvimento dos executivos e board das empresas está levando a gestão do risco de terceirização a criar métricas melhores e mais aprofundadas. Mas isso será tópico para o próximo artigo. Até lá.
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