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E agora, como fica minha carreira?

Eu tenho observado que por mais que tenhamos vivenciado uma grande prova de que nada temos controle com a triste pandemia nos últimos dois anos, em geral, não foram todos nós que levamos os aprendizados para uma nova ótica de vida, para um novo caminhar.

E essa semana vivemos ainda mais fortemente após esse período eleitoral que nos deixou aflitos e ansiosos – e de uma maneira, com as emoções confusas. Emoções confusas afetam nossa maneira de agir e continuar a caminhada em nosso trabalho, limita o nosso horizonte.

Há momentos que eu paro e penso que existe uma sensação de querer esquecer tudo o que vivemos, mas incluindo também os aprendizados e começar do zero – ou talvez por ter sido tão sofrido para tantas pessoas – não valha a pena lembrar e pensar nas lições que deveriam ser aprendidas. Ninguém começa do absoluto zero, nossa história existe para ser honrada e lembrada, celebrada e contada. Tudo o que vivemos nos trouxe até aqui para a continuidade de uma carreira prospera.

Eu atendo pessoas todos os dias, ou em mentorias ou em consultorias, e vejo de perto uma angustia e uma ansiedade em controlar todos os passos da carreira e da vida como se fosse em uma planilha de MS Project, um To do List, com datas de entregas e reuniões de acompanhamento. As pessoas estão adoecendo por isso, se perdendo em sua saúde mental, sofrendo uma cobrança de um peso que não lhes pertence.

Existem coisas que nós podemos controlar e fazer por onde. Existem outras que nós não temos controle. E existe um ensinamento independente de sua religiosidade, mas que vá de encontro com sua espiritualidade e fé,  onde quem define o tempo – aquele “quando” para os acontecimentos - não somos nós, não seremos os responsáveis e sim, somente Deus.

É importante e urgente que encontremos uma paz em nossos corações para que os planejamentos de nossas carreiras sigam de encontro com nossos valores, virtudes e desejos para ser uma caminhada e uma jornada feliz.

As demissões voluntárias aumentam a cada mês durante o último ano atingindo números próximos de 36% no acumulado do ano 2022 em busca de qualidade de vida – mas em que sua grande maioria, fizeram sem muito planejamento, no imediatismo da emoção para a tomada de uma decisão.

Há pessoas que se rebelam porque não foram promovidas, se desesperam por que não conseguiram um cargo de liderança, se entristecem em meio a uma estagnação. Estudando a antropologia e filosofia em busca de uma clareza no desenvolvimento humano, em um ordenamento pessoal, o intelecto vem primeiro, depois a vontade e em seguida as emoções. Essa é a ordem normal. Significa que dentro das virtudes que norteiam o homem, o dever vem sim antes das emoções. E quando entramos em espiral onde uma vida leva a conduta baseada no que eu quero fazer em cima das minhas vontades, mostra-nos que o quão vulneráveis podemos ficar a um tipo de “visão psicológica” que geram fortes gatilhos de imagens e palavras, gerando uma desordem em sua vida e um efeito comparativo com o outro sem muito sentido.

Se fazes o que deve ser feito, encontra-se sentido até para planejar e estruturar sua carreira.

Nosso córtex frontal percebe a ordem, que gera um bem-estar, uma satisfação ainda que o oficio não seja exatamente o que você busca – mas esse meio – começando pelo intelecto te dá paz. Sabe aquela sensação boa de por exemplo trabalhar numa mesa bem-organizada? É isso! Não se resolve a vida sem resolver o dia, já dizia meu querido professor Dr. Saulo Barbosa.

Ao estruturar sua carreira eu o quero mostrar que é preciso que a sua estrutura de vida necessita um ordenamento, do contrário alguma perna no tripe, não ficara de pé, e aí já sabe né? Caímos juntos! Por isso é tão real dizer que somos seres únicos – não há minha vida profissional separada de minha vida pessoal. Há apenas uma vida.

Planeje de maneira sustentável, com objetivos e metas sim. Trabalhe muito forte para que isso aconteça, não reclame, não declare amor ao problema, seja parte criativa na solução do problema, crescendo, contribuindo.

Nós não temos controle sobe absolutamente nada a não ser elaborar e trabalhar para tal de acordo, com as ações que nos cabe ser responsáveis. E de fato temos que ser responsáveis. Faça a sua parte, mas sem querer controlar. Esteja aberto para os imprevistos. Aceite os presentes e bençãos de Deus!

O que acontece agora com sua carreira? Planeje cada vez mais, estruture cada vez mais os seus próximos passos, mas de maneira consciente, dentro do que está ao seu alcance, cuidado da parte que lhe cabe, sua empregabilidade. Quanto mais forte ela estiver, mais trabalho você terá!

Na próxima semana eu vou trazer um exemplo de algo que não temos controle, e insistimos em planejar nossa vida baseada neste aspecto. Um equívoco, e eu já fiz assim, mas dá tempo de você não fazer dessa forma. E vamos trabalhar juntos em vários aspectos da nossa empregabilidade, como criar uma narrativa de sua história e se destacar cada vez mais!

Até lá! Com carinho,

Aline - @nobrium_carreira

2 comentários
Fernando Sora
Fernando Sora Comentou em 16 de novembro de 2022
Oi Aline, que reflexão e contextualização bacana sobre diversos pontos ligados ao controle das emoções que influenciam nossas carreiras e estados de espírito, acredito muito no que trouxe aqui. Tem outro fator que trouxe antes sobre o propósito e a busca incessante por ele, muito conectado com os pontos colocados aqui e que associados viram gatilhos avassaladores as crises psíquicas…bjs e parabéns pelo artigo, super!!!!! Bjs!
Aline Rebelo
Aline Rebelo Comentou em 1 de dezembro de 2022
Obrigada Fernando pelo carinho e apoio!

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