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Diretivas europeias sobre ESG causarão impacto direto na economia brasileira

No final de Fevereiro de 2022, a Comissão Europeia publicou uma Diretiva sobre Diligência de Sustentabilidade Corporativa, que exige dos Estados Membro ações práticas envolvendo Meio Ambiente, Responsabilidade Social e Governança Corporativa, em inglês ESG (Environment, Social and Governance), no seguinte sentido:

1- integrem esforços de due diligence dos impactos negativos reais ou potenciais (Áreas de Impacto) de suas atividades em suas políticas internas;

2- avaliem, periodicamente, impactos negativos, concretos e potenciais, das Áreas de Impacto;

3- instituam medidas para prevenir e mitigar os impactos negativos e adotem procedimentos de avaliação da efetividade de tais medidas nas Áreas de Impacto;

4- interrompam relacionamentos comerciais ou linhas de negócio cujos riscos relativos às Áreas de Impacto não possam ser suficientemente mitigados ou prevenidos; e

5- reportem publicamente seus riscos e impactos relacionados às Áreas de Impacto, bem como as medidas de prevenção e mitigação, com avaliação de sua efetividade.

Ou seja, toda a cadeia de fornecimento de produtos e serviços destinados à Comunidade Econômica Europeia terá de se adequar e provar ações destinadas a ESG, inclusive fornecedores Brasileiros que atendam e forneçam a empresas europeias.

Cada vez mais exigir-se-á atitudes pró-ativas de responsabilidade corporativa e transparência para que uma empresa possa sobreviver no seu ambiente corporativo e atender a um mercado cada vez mais exigente, cumprindo verdadeiramente o seu fim social, que não é apenas gerar dividendos aos acionistas, mas principalmente atender a compromissos éticos perante a sociedade.

1 comentários
fernando di sora
fernando di sora Comentou em 8 de junho de 2022
Mais uma vez traz um tema super conectado os objetivos centrais Procurement Club, onde tratamos os preceitos do Fair Trade como propósito transformador de massa. A cultura ESG virá quando os negócios forem impactados na véia, e esta diretiva da Comissão Européia traz isso e as empresas brasileiras exportadoras e multinacionais podem puxar esta fila e serem vetores neste processo.

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