Em 2018, a Deloitte realizou um estudo intersetorial com 4.057 profissionais focados na dependência de fornecedores e no gerenciamento de riscos corporativos. Noventa por cento dos entrevistados indicaram que sua organização tem algum nível de dependência de terceiros, com 70% indicando dependência moderada a alta. Quase metade dos entrevistados (47%) relatou que sua empresa já passou por um incidente de risco. Além disso, um estudo de 2013 do Institute of Internal Auditors Research Foundation (IIARF), em colaboração com Crowe, descobriu que as empresas dedicam menos de 20% (a menor opção na pesquisa) de seus recursos ao gerenciamento de riscos.
Ou seja, quase metade dos entrevistados passaram por um problema de governança e favorecimento indevido na cadeia de suprimento (geralmente envolvendo o departamento de compras ou o preposto que tem o poder na tomada de decisão) e apenas 1 a cada 5 empresas investe no controle e métricas para monitorar e impedir esse tipo de procedimento ilícito.
Para se evitar este tipo de ato ilícito, três perguntas abrangentes devem ser feitas, no que se refere a um programa de conduta e integridade, que não é apenas uma boa prática, mas uma exigência dentro dos princípios do ESG (Governança Ambiental Social e Corporativa ou, em inglês, Environment, Social and Governance):
- O programa está bem desenhado?
- O programa é implementado de forma eficaz?
- O programa de compliance realmente funciona na prática?
Bons programas incluem políticas, treinamento, linhas diretas de denúncias anônimas e uma cultura positiva que enfatiza fazer a coisa certa, sem criar incentivos para realizar atividades corruptas ou fraudulentas.
No entanto, essas mesmas exigências não são necessariamente aplicadas externamente por meio de programas de sustentabilidade na cadeia de suprimentos. É muito mais fácil exigir dos seus empregados condutas éticas e de integridade, do que requerer estes mesmos preceitos dos fornecedores.
Assim sendo, o recado deste artigo é que não basta ter uma Política de Integridade efetiva na sua própria empresa, se não são avaliados os programas de cada fornecedor, de maneira individual.
Do ponto de vista da cadeia de suprimentos, isso inclui:
- Uma política de conformidade apoiada por sistemas de gestão apropriados
- Uma pessoa responsável pela gestão de dados
- Uma série de fatores internos e externos relevantes para avaliar o risco da cadeia de suprimentos
- Avaliação e análise de risco
- Um processo de mitigação de risco da cadeia de suprimentos que avalia continuamente o fornecimento
cadeia para mudança organizacional
- Revisão sistemática da política pelos órgãos dirigentes
- Planos de melhoria contínua e ações demonstradas com base na avaliação
- Definir e comunicar objetivos para prevenir suborno e corrupção
- Comunicações regulares e relevantes sobre políticas para associados internos e externos
- Código de conduta do fornecedor claro e linguagem contratual que permita uma empresa rescindir relacionamentos comerciais devido a infrações às políticas de conduta
- Políticas apropriadas de presentes e doações
- Políticas e programas de investigação eficazes
- Avaliações de conflitos de interesse para fontes internas e externas
- Políticas e programas específicos que exigem programas de integridade de fornecedores e prestadores de serviço.
Neste sentido, é necessário desenvolver soluções práticas e comercialmente viáveis para avaliar os riscos da cadeia de suprimentos e dos parceiros de negócios associados às violações de integridade e corrupção.
Fonte: Combating Bribery & Corruption in the Supply Chain Expanding Anti-Bribery, Anti-Corruption to the
Supply Chain By Travis Miller — General Counsel da Assent
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