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Como a evolução do Compliance vai alterar cada vez mais as relações com fornecedores

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Como temos observado nos últimos anos as atividades de controle tem cada vez mais aumentando seus recursos e abrangência dentro das corporações.

Neste período vimos muitas empresas sendo devastadas por casos de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão fiscal, dentre algumas outras práticas condenáveis voltadas à inadequada gestão corporativa.

Neste contexto a área de Compras e seus profissionais se tornaram atores importantes na justa arbitragem da relação da empresa com seus fornecedores, buscando transparência, fair trade e o cumprimento das políticas e normas da companhia.

As práticas de Compliance nesta escalada passaram cada vez mais a ser requisito mandatório para garantir boa governança corporativa e controle, e obviamente a independência e autonomia dada aos responsáveis pelos preceitos de governança sob Compliance fazem toda a diferença para formação de uma cultura corporativa com efetividade neste tema.

Agora enfrentamos novamente mais um desafio que pode influenciar positivamente à adesão ou fortalecimento do conceito do fair trade por grandes organizações, em função da necessidade de diversificação da sua base de fornecedores e risco associado crise financeira na cadeia de suprimentos.

O COVID 19 trouxe uma ruptura abrupta na receita de muitas empresas de vários setores simultaneamente além de penalizar severamente suas operações

A pressão por resultado em vendas e redução de custos pode suscitar práticas ortodoxas na busca pelo atingimento de metas e caso não seja assumida uma posição conservadora com efetiva revisão nas projeções de receitas ou lucros tais práticas podem gerar uma exposição muito grande à riscos financeiros e operacionais o que trará certamente um impacto muito mais importante para as organizações contratantes.

Nunca antes a manutenção de governança em Compliance e Continuidade de Negócio foram tão necessários quanto nos tempos de hoje

As regras, políticas e normas devem ser amplamente divulgadas não apenas dentro das corporações, mas também na base de fornecedores. Sugiro fortemente que seja reforçada junto aos parceiros de negócios a importância em seguir tais regras e que este Combinado uma vez sendo desrespeitado encontrará uma tolerância muito baixa, por que não dizer “tolerância zero”, por parte dos profissionais de compras.

Além disso temos uma oportunidade de realizar uma transformação gigantesca no âmbito da gestão corporativa

Outros atributos de valor além do resultado em si são postos em perspectiva, lado a lado. Esses atributos passam pelo propósito, fazer o que é certo, buscar a mais justa relação com fornecedores e entender que se um elo do Supply Chain cair neste caminho, toda a cadeia de fornecimento padece também.

Tudo isso não cabe em uma regra ou prática, mas sim dentro dos valores que cada um carrega dentro de si, o tal do fair trade.

Estamos sendo postos a prova naquilo que nos diferencia dos atuais Bots

Um olhar mais empático e altruísta passa a ser um skill muito importante nestes novos tempos. Uma era em que verdadeiramente entender seus fornecedores e clientes e efetivamente se colocar no lugar deles passa a ser um atributo mandatório para construção de parcerias sustentáveis e de uma certa forma contribuir para um futuro mais justo e fraterno.

“As pessoas podem ser divididas em três grupos: os que fazem as coisas acontecerem; os que olham as coisas acontecendo; e os que ficam se perguntando o que foi que aconteceu. Nosso caráter é aquilo que fazemos quando achamos que ninguém está olhando. Nunca deixe de ter dúvidas, quando elas param de existir é porque você parou em sua caminhada.” Antoine de Saint-Exupéry

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