De 26 a 28 de Setembro, ocorre o Festival de Inovação e Criatividade chamado C2 Montreal, no Canadá.
O C2 é o evento para quem quer encontrar inspiração. Além disso, faz parte do “combo” conhecer pessoas excepcionais e voltar para casa com novas ideias, amigos e negócios para colocar em prática. Trata-se de um evento futurístico sobre negócios, sendo uma combinação de conteúdos inspiradores e progressivos em um cenário altamente criativo e imersivo. Feito para líderes que querem inventar o futuro dos negócios. Tanto que um dos fundadores e curadores do evento é, nada mais nada menos, que o Cirque du Soleil. Para quem conhece o estilo criativo e ousado da trupe, gosto de mencionar que o C2 é um festival de inovação, criado pelo Cirque du Soleil, para negócios. Já dá para imaginar, não é verdade?
Mas não é só de festa que vive o evento.
Nesta segunda-feira, primeiro dia do festival, a abertura foi uma palestra ministrada por representantes do Governo Canadense falando sobre o tema “INNOVATION NATION”, que abordaram assuntos como democracia, expertise, pesquisa e diversidade, direcionadas para inovação e novas tecnologias.
Além disso, destacaram a importância do envolvimento de grandes empresas e pequenas empresas trabalhando junto para trazerem soluções inovadores, criativas e sustentáveis.
Ou seja, um ponto importante, para o Governo Canadense, é o investimento no empreendedorismo. Neste ponto, o tema foi aprofundado e destacaram as iniciativas e investimentos para que pequenas empresas possam crescer, oferecendo tecnologias com enfoque ambiental e sustentabilidade.
Outro ponto importante, que impacta também o Brasil, é a preocupação com inflação, que é um problema mundial e gera impactos na economia e na mão de obra.
Não antes de terminar, destacou o compromisso do Governo Canadense com Inteligência Artificial (AI), frisando que as empresas estão à frente, mas é necessário acelerar a utilização de machine learning no governo.
Por fim, reforçou os compromissos do Governo Canadense com o meio ambiente, diversidade e governança, que são os princípios do ESG (Environment, Social and Governance), mas não apenas como retórica, mas com a finalidade de ter melhor performance econômica, sustentabilidade e impacto social - “Impact and create Happiness”.
Na sequência, tivemos outra palestra com tema “Perfect harmony”, feita pelo maestro da Orchestre Métropolitain, Yannick Nézet-Séguin, sobre como liderar times. Essencialmente jovem e despojado, o maestro se apresentou ao palco de tênis e casaco de ginástica, bem casual, o que gerou grande impacto positivo, em razão da informalidade. Em sua palestra, descatou que escuta outros tipos de música para enriquecer o repertório e atua com sua equipe como se fosse um treinador esportivo: trazendo harmonia entre veteranos e jovens, respeitando a “bagagem” e a experiência de cada profissional, e que é necessário inspirar confiança. O líder não é corrigir, mas conduzir. Ter espontaneidade. Interagir com as pessoas e
Ter poder de adaptação, que foi muito útil principalmente durante a pandemia.
Com o tema “Local Talent, Global Influence”, Jordan Soles, da Rodeo FX, empresa canadense de economia criativa que participa de grandes produções cinematográficas, tais como Game of Thrones, Stranger Things e Lord of the Rings, principalmente na criação de efeitos especiais, destacou que a habilidade sua empresa é “criar um ambiente para fazer as pessoas crescerem”. Ou seja, através da tecnologia e dos recursos de inovação e criatividade que possuem, a Rodeo FX possibilita que produtores de filmes criem cenários espetaculares através dos seus serviços, que destacam ainda mais os atores e o enredo dos filmes. Apesar dos efeitos especiais serem periféricos e muitas vezes pouco notados, eles dão equilíbrio e valor às produções e permitem que os atores se destaquem em suas atuações e os filmes consigam ter sucesso. Frases para serem lembradas “We build an universe of characters” e “Time is really well spent”.
Ato sequente, o tema foi mais sério e a discussão recaiu sobre a escassez de mão de obra, bem como o impacto das mudanças sociais, políticas e econômicas que estão por vir com os jovens em posições de liderança. O palestrante escolhido foi Guy Cormier, do Grupo Desjardins, que destacou o desemprego e que o líder tem de se adaptar para administrar o novo mercado de trabalho, que traz uma ascensão muito rápida dos jovens. Destacou a importância da saúde mental, transparência e impacto social, enfocando que o tema ESG é algo importante para oferecer à essa nova força de trabalho. Sem ESG não haverá engajamento do jovem, que busca flexibilidade, sustentabilidade e qualidade de vida.
Por fim, o palestrante Simon de Baene, da GSoft, enfatizou o papel crucial dos gerentes para a integração dos colaboradores em novos modelos de trabalho. Afinal, segundo o palestrante, tudo hoje é virtual e se passa no interior de uma tela, abrindo caminho para novas tecnologias imersivas, como o Metaverso. Este novo ambiente de trabalho impõe algumas exigências, como flexibilidade, trabalho em equipe, capacitação e treinamento, confiança, planejamento, governança e inovação. Outro ponto importante destacado durante a apresentação foi a dificuldade de se transmitir a cultura de uma empresa com colaboradores não mais presenciais e como o fator humano é importante para introduzir valores e princípios, que não são evidentes em um mundo virtual.
Enfim. Este foi só o primeiro dia! Ficamos agora muito ansiosos para saber o que nos espera na terça-feira!
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