A decisão do Canadá, em banir qualquer tecnologia 5G chinesa do país, foi formalizada após uma revisão completa das agências de segurança independentes do Canadá, ocasião em que as tecnologias chinesas (Huawei and ZTE) foram consideradas um risco de segurança muito grande para serem permitidas na rede de telecomunicações do país.
A decisão considera que “O governo do Canadá tem sérias preocupações com fornecedores como Huawei e ZTE, que podem ser obrigados a cumprir instruções extrajudiciais de governos estrangeiros de maneiras que entrariam em conflito com as leis canadenses ou seriam prejudiciais aos interesses canadenses”.
Mais especificamente, os equipamentos 5G existentes da Huawei e ZTE terão que ser removidos até 28 de junho de 2024, enquanto os equipamentos 4G deverão ser devolvidos até 31 de dezembro de 2027. Além disso, a aquisição de novos equipamentos e serviços das duas empresas deve ser encerrada até 1 de setembro de 2022.
Afinal, o que propiciará a tecnologia 5G e por que ela é tão revolucionária?
A tecnologia 5G possibilitará uma conexão de rede muito mais rápida, potencializando a eficiência da internet, o que permitirá acelerar o desenvolvimento de novas indústrias no campo da internet das coisas (IoT), inclusive monitoramento e rastreabilidade, bem como promete mudar a relação das pessoas com bens de consumo. Com uma conexão mais veloz, devem avançar tecnologias como as do carro autônomo e da telemedicina, que permitirão cirurgias remotas com maior precisão.
Logo, é de extrema relevância estar atento a requisitos de segurança na seleção e adoção da tecnologia 5G. Muitos dizem que, aquele que assumir o controle da tecnologia 5G de um país, poderá efetuar ataques terroristas de alta magnitude, impactando sistemas elétricos, saneamento básico, estruturas logísticas e infraestrutura em geral. Ou seja, uma infração de segurança na tecnologia 5G poderá acarretar um verdadeiro desastre, de proporções colossais, em um país. Em uma situação de conflito ou guerra, a perda da autonomia tecnológica de comunicação e tráfego de voz e dados, que envolve o 5G, certamente decretará a derrota daquele que sofreu o ataque cibernético.
Acompanhar esta polêmica é importante para que o Brasil seja autônomo e independente no que se refere à adoção da tecnologia 5G correta e não fique suscetível a sistemas que possam impactar e permitir vulnerabilidades, colocando a vida do cidadão em risco.
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