A geração Z, ou seja, aqueles nascidos a partir dos anos 2000, e que estão assumindo agora os seus postos no mercado de trabalho, são marcados por uma forte responsabilidade social e, de acordo com uma pesquisa realizada pela First Insight, supera a geração antecessora em utilizar a sustentabilidade como fator de escolha ao consumir um produto. Além disso, 73% dos entrevistados estão dispostos a pagar um preço 10% superior em produtos sustentáveis.
Essa geração, que hoje representa 51 milhões de indivíduos no Brasil, ainda não atingiu o mercado de trabalho em massa, porém, apresenta não somente 93% de influência no poder de compra do mercado doméstico, mas também são adeptos a causas e propósitos, que mobilizam empresas a adotar cada vez mais iniciativas voltadas a ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa ou Environment, Social and Governance, em Inglês).
Integrantes da geração Z sentem-se profundamente preocupados com a situação do mundo e sobre o próprio futuro, principalmente relacionado a trabalho, saúde mental e vida financeira, hipótese em que nove em cada dez representantes da geração Z fazem um esforço para proteger o meio ambiente. No curto prazo, estão focados em pequenas ações cotidianas, como comprar roupas de segunda mão, valorizar o comércio local, e consumir alimentos produzidos organicamente, de acordo com pesquisa elaborada pela Delloite (Striving for balance, advocating for change THE DELOITTE GLOBAL 2022 GEN Z & MILLENNIAL SURVEY). A longo prazo, eles se veem aumentando seu engajamento cívico e trazendo sustentabilidade em consumos mais estratégicos. As restrições financeiras podem dificultar o investimento em mais itens caros como painéis solares e veículos elétricos. Ainda assim, metade dos entrevistados diz que planeja fazer essas compras no futuro.
Em geral, as três principais preocupações da geração Z são, nesta ordem: desemprego (33%), segurança pessoal/criminalidade (24% ) e o custo de vida (23%), de acordo com pesquisa elaborada pela Delloite. Em quarto lugar vem a preocupação com as mudanças climáticas e em proteger o meio ambiente (22%).
Ademais, na mesma pesquisa da Delloite, esta geração foi extremamente impactada pela pandemia, o que viabilizou o trabalho remoto e, agora, muitos preferem não voltar ao escritório, pelo menos não em tempo integral. A grande maioria da Geração Z (75%) prefere padrões de trabalho em que divide seu tempo entre o trabalho presencial e o remoto. Embora a pesquisa mostre um caso claro para viabilizar o trabalho flexível e híbrido, também destaca os desafios que pode trazer se não for implementado de forma eficaz. Um em cada cinco profissionais da geração Z declara que formar conexões com colegas é difícil, e pouco menos de 14% dizem que tornou mais difícil encontrar oportunidades de orientação ou mentoria. Aqueles que puderam trabalhar remotamente citam benefícios como:
(i) economiza dinheiro
(ii) Libera tempo para fazer outras coisas importantes
(iii) Impacta Positivamente a saúde mental
(iv) permite ver a família mais frequentemente
(v) melhora a performance do trabalho
Ou seja, o trabalho flexível é visto como uma estratégia importante para permitir um melhor equilíbrio trabalho/vida.
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