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Saiu a lista das ferias coletivas! Coloco ou não coloco o meu nome?

Se tem uma lista que estava sendo tão aguardada quanto a da convocação da seleção brasileira, essa lista, sem dúvidas, é a planilha no drive sobre as férias coletivas!

Esse é um tema que gera sempre um burburinho nos corredores, um titi para lá e para cá. Final de ano chegando é já começa a discussão de quem sai e de quem pode ficar, quem deve sair e quem precisa ficar, quase um bolão da mega sena!

Geralmente é difícil achar um meio termo que agrade a todos – porque se por um lado as férias são coletivas, ora todos deveriam sair – a gente sabe que a realidade é diferente da pratica, e é muito importante que fiquem pessoas de plantão para suportar qualquer emergência, pedidos de ultima hora, problemas de entrada de notas com ordens de compras, cadastros de fornecedores e as atualizações de sistema.

O fator motivador aqui volta a ser colaborativo.

Entenda que usualmente quem deveria escolher nosso período de férias é a empresa só que a boa prática de anos nos ajudou a conciliar melhores momentos de acordo com a vontade e necessidade do colaborador junto com o momento da organização.

Tem gente que não gosta de modo algum em tirar férias coletivas e sente arrepios só de ouvir. E já tem aqueles que ficam torcendo para empresa aderir o movimento e assim conseguir curtir o final de ano de maneira mais tranquila.

Como tudo na vida, existem fatores positivos e fatores que não são tão bons assim – mas claro sempre depende do seu ponto de vista e demanda.

Levantei alguns pontos para te ajudar nesta reflexão:

  • Uma das vantagens em aderir as férias coletivas é que praticamente todos os seus clientes internos devem sair também, isso quer dizer que você sairá de férias relativamente tranquilo. As chances de um fornecedor te ligar são praticamente nulas, e nenhuma área requisitante te mandará mensagens durante esse período. Já ao contrário, se você sai em um período “comum” ao longo do ano, você não tenha dúvidas de que o seu telefone continuará tocando, os e-mails continuarão chegando, e o retorno de férias costuma ser bem mais caótico do que quando retornamos de um período de férias coletivas.  Já vivenciou isso?
  • Já para quem fica de plantão, mesmo que a operação da empresa seja reduzida, geralmente é nesses momentos que algo que não deveria acontecer pode acontecer, daí é difícil achar histórico, contrato, e o que geralmente seria resolvido mais rápido pelo “dono” do negócio, poderá levar alguns dias.
  • Para quem sai, fica aquele momento gostoso de poder voltar para o interior na casa de familiares, fugindo do trânsito caótico de fim de ano da cidade grande, para curtir com calma a época natalina. Mas para aqueles que preferem viajar de avião por exemplo, costumam enfrentar passagens mais altas, valores de hospedagens de alta temporada e cidades turísticas bem cheias.
  • Geralmente para quem tem filhos é uma excelente época, por que coincide com o período de férias escolares e o momento lúdico de visitar as vilas de Papai Noel espalhadas pelos shoppings.
  • Para quem não tem filhos e pode viajar em baixa temporada, acaba sendo um pouco de desvantagem ter que buscar destinos desejados e sonhados mais em conta nessa época.
  • E quem fica, acaba pegando uma empresa bem vazia, o que pode ser bem entediante, resultando em dias longos e demandas acumuladas de vários compradores sem muito apoio e um amigo para dividir o cafezinho.
  • Para quem sai, é possível descansar a mente do período atribulado de fechamento de quarter e ainda do ano, se conectando com um momento mais calmo e introspectivo, para literalmente recarregar as energias.
  • Para quem atenderá o plantão, geralmente acaba absorvendo demandas não atendidas a tempo de responsabilidade de outro colega, e paciência, somos uma equipe e você vai precisar ajudar.

A lista não para por aqui,  são inúmeros pontos para os dois lados. Cada um tem que encontrar o seu momento ideal de acordo com sua demanda. Porém, muito importante, levar para o lado colaborativo. Eu digo sempre, a via é de mão dupla. Uma hora você precisa, a outra hora a empresa precisa. Saiba ouvir e saiba ceder.

Não tem planos de viajar, vai ficar pela cidade e está faltando alguém para o plantão? Ofereça ajuda, com certeza será lembrado lá na frente na lista de prioridades para um ponte do feriado da Pascoa. Não tem filho e a pessoa que foi designada para o plantão está com crianças em casa enlouquecidas sem aula, poxa ofereça para trocar. Lá na frente você sai em Abril, com passagens áreas mais baixas....

Ainda se de tudo, a empresa pedir para você ficar, e você negociou com seu líder, e realmente não vai ter jeito, e da mesma forma, se a empresa pedir para você sair, e mesmo após alinhamentos não houve abertura para ficar, faça de bom grado, sirva da melhor maneira possível. As férias coletivas são de fato um momento também muito importante para empresa. Neste período que há um esforço e gasto muito grande da empresa em colocar várias pessoas fora da planta existe também uma contrapartida de reduzir custos com alimentação, energia e transporte e principalmente executar reformas e manutenção para o seu bem estar ao longo do próximo ano. Além disso, se você faz parte de uma equipe pequena, é mais fácil para sua autogestão e da sua liderança coordenar os projetos ao longo do ano. Se uma equipe de menos de 10 pessoas, por exemplo, não aderir as férias coletivas, pelo menos ao longo de todo ano vai ter gente tirando férias, o que vai implicar bastante na performance de prazos – vai ter sempre alguém cobrindo férias de outro por grandes períodos. Ao final, quero que entenda que não tem certo ou errado, tem de maneira bem realista o que deve ser o ideal para a Organização e você!

Não seja o tipo de profissional que olha somente o seu lado. Entenda também o lado da empresa. Lembre-se sempre: seja colaborativo!

E se você está se perguntando o que eu prefiro... bem, eu sou da turma que gosta de férias coletivas, viajar sem o telefone tocar muito, tirar as crianças de casa e viver o natal com calma. Mas já fui da turma que amava ficar de plantão para viajar depois na baixa temporada. Tá vendo como tudo depende do seu momento de vida?

Me conta o que você prefere mais!

Com carinho,

Aline, @nobrium_carreira

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