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Quais são as 4 profissões do futuro?

A Forbes publicou recentemente uma pesquisa que descreve quais seriam as 4 principais profissões do futuro.

Neste contexto, é importante entender que estes cargos nascem acompanhados de alta capacitação do profissional. Ou seja, para atender a esta nova demanda, o profissional deverá se capacitar intensamente pois envolve novas tecnologias e, com isso, é necessário mudar os paradigmas da educação.

Segue a lista abaixo:

1 - Apagador de Passado Digital: Com base na LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) e na GDPR (General Data Protection Regulation), regulações de direito sobre dados pessoais no Brasil e na Europa respectivamente, o exercício do direito sobre os seus dados pessoais foi potencializado, empoderando o titular a exercer correções, edições, alterações e até mesmo descarte dos seus dados. Existe um conceito chamado de "direito ao esquecimento", ou seja, o indivíduo tem o direito de não ser indexado nos principais sites de busca, para que o seu nome e seus dados pessoais nunca sejam encontrados. Para preservação e manutenção da privacidade, o "apagador de passado digital" vasculhará a internet atrás dos dados pessoais dos seus clientes e adotará as devidas providências legais, para que prevaleça o eu direito a privacidade.

2 - Personal de Saúde Mental: Hoje, existe o "personal trainer", "personal organizer" e, em breve, existirá o profissional que exercitará a sua mente. Este profissional de saúde mental atuará de forma preventiva, diferente do terapeuta, que cuidaria de estimular preventivamente a saúde mental, e não só solucionar problemas.

3 - Engenheiro de Criptomoedas: Este profissional deverá ter capacidade técnica em programação, lógica, que saiba trabalhar em grupo e conheça áreas multidisciplinares, tais como marketing, engenharia e direito. O papel do engenheiro de cripto não é de atuar por conta própria, mas em cruzamento com outras áreas, viabilizando negócios de maneira horizontal. Ou seja, sabendo aplicar o seu conhecimento técnico no negócio próprio e dos outros.

4 - Programadores de Metaverso: O METAVERSO seria plataforma tecnológica digital imersiva, intuitiva e sensitiva, onde os usuários passariam por experiências compartilhadas com várias outras pessoas ao mesmo tempo, cujo impacto e efeitos podem se materializar tanto de forma virtual ou material. O empresário Jon Radoff, autor e designer de jogos, tem escrito extensivamente sobre os tópicos que cercam a Web 3.0 em sua página “Construindo o Metaverso”. Sua estrutura conceitual consiste em 7 camadas que descrevem a cadeia de valor do Metaverso. Isso inclui oportunidades, inovações tecnológicas e soluções para nossos problemas atuais. A infraestrutura é a camada base, o que significa que sem uma estrutura adequada o desenvolvimento do Metaverso é possível. Essas 7 camadas seriam:

a. Infraestrutura: A primeira camada do Metaverso nada mais é do que a base técnica para que todo projeto funcione de modo efetivo. O ambiente cloud computing e a tecnologia 5G, que permitirá uma rapidez de resposta aos estímulos digitais, com latência muito baixa, o que permitirá também os carros autônomos, são fundamentais para esse nível primário, visto que a velocidade, armazenamento e processamento oferecidos por essas conexões serão essenciais para que os usuários tenham acesso a gráficos de alta qualidade, realidades imersivas e integração de programas.

b. Interface humana: O rompimento de fronteiras entre mundo físico e mundo virtual é um dos principais objetivos do Metaverso. Portanto, essa camada dependerá da evolução de equipamentos capazes de unir essas duas realidades com a criação de novos wearables, tais como os óculos de realidade aumentada, smartphones e demais tecnologias que conectem nossa experiência sensorial física aos avatares digitais, que estimulará novos vestuários táteis e interações sensitivas e neurais.

c. Descentralização: A possibilidade de acessar as plataformas de Metaverso, de qualquer lugar, com a máxima performance, exige deste ambiente imersivo digital a utilização de redes descentralizadas, onde se destacam as tecnologias de inteligência artificial e, principalmente, o Blockchain e os Non-Fungible Tokens (NFTs).

d. Computação espacial: Nesta camada do Metaverso, se apresentam as tecnologias de realidade virtual, motores 3D, reconhecedores de gestos e demais recursos capazes de desmaterializar objetos, permitindo a interação tanto na realidade física quanto na virtual. Esta é a camada que permite a imersão do usuário no ambiente digital.

e. Economia de criação: Expandir a possibilidade de inovação e proteção de direitos autorais, ferramentas de design, mercados ativos, workflow e comércio, em uma dimensão de open source, onde é possível monetizar com a criatividade em co-autoria Essa é uma maneira de aumentar o interesse sobre a realidade imersiva.

f. Descoberta: Neste momento os usuários irão descobrir de fato a realidade imersiva e testar na prática os seus conhecimentos sobre ela. Além disso, é esperado que o Metaverso abra as portas do mercado de inovação para novas descobertas, capazes de derrubar definitivamente as barreiras que separam o físico do virtual.

7. Experiência: Esta camada define a transformação nas experiências atuais, inclusive as mais comuns do nosso dia a dia, que tendem a se tornar ainda mais acessíveis e práticas, tais como a prática de esportes, compras, visitas, viagens e até mesmo propriedade.

Para atuar no metaverso, o profissional que precisará de conhecimento em programação, inovação, design, direito e gestão de projetos, principalmente para dar conta de uma quantidade cada vez maior de novas plataformas de imersão.

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