Hoje, 1.6.2022, policiais e promotores de justiça fizeram uma diligência surpresa na sede do Deutsche Bank e de sua gestora de recursos DWS, em Frankfurt, como parte de uma investigação de suposto greenwashing.
O termo "greenwashing" pode ser traduzido como “lavagem verde”, ou até “maquiagem verde”. Consiste em uma prática de promover discursos, políticas, anúncios, propagandas e campanhas publicitárias com características ecologicamente/ambientalmente responsáveis, sustentáveis, verde, “eco-friendly”, etc. Todavia, na prática, tais atitudes não ocorrem. Por esse motivo, o greenwashing tem a intenção de criar uma falsa aparência de sustentabilidade, induzindo o mercado ao erro.
Uma ex colaboradora denunciou o Deutsche Bank de mentir quando afirmaram que mais de metade dos US$ 900 bilhões sob gestão eram investidos de acordo com critérios ESG (Meio Ambiente, Responsabilidade Social e Governança Corporativa - Environment, Social and Governance - ESG).
Na verdade, boa parte deste dinheiro dos fundos de capital, cujos regulamentos exigiam aportes financeiros em empresas sustentáveis e comprometidas socialmente, foi alocado em empresas sem compromisso com ESG, o que configura uma fraude financeira.
Se enquadrar dentro dos critérios de ESG abre portas para um número maior de investimentos, pois qualificam a empresa como "responsável junto à comunidade e socialmente inserida em questões sustentáveis".
Hoje em dia, ser ESG não é mais um luxo ou uma boa prática. Ser ESG representa capital e investimentos.
Pense nisso!
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