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O futuro, os novos profissionais e seus novos líderes

Desde o início de nossa jornada profissional acabamos por muitas vezes mergulhados em pensamentos onde projetamos nosso futuro e ficamos imaginando como será nossa carreira. Até onde temos potencial para chegar? Aliás, onde mesmo queremos chegar e qual o melhor caminho a trilhar. Até mesmo a escolha da profissão que iremos abraçar é um passo importante e demanda muita reflexão, afinal esta é uma escolha que fatalmente irá impactar nossa vida inteira.

Preparar a si próprio para uma carreira não é tarefa fácil. Temos que ter em mente que provavelmente estaremos na ativa por 20, 30 anos pelo menos. Difícil projetar uma carreira para ir tão longe no tempo. Com um mundo em constante movimento é difícil saber o que acontecerá amanhã, o que dirá daqui a tantos anos.

Além disso, ter uma carreira de sucesso pode denotar muitas interpretações diferentes. Quem conseguiria definir “sucesso” na vida profissional? Usualmente este conceito está mais associado a cargo/posição e por consequência claro, salário. Porém a cada dia percebemos conceitos ligados a qualidade de vida, proximidade com amigos e familiares, ambiente de respeito no trabalho, sentimento de realização e pertencimento e de que estamos fazendo a diferença, como alguns exemplos de elementos que compõem com peso cada vez maior esta cesta de variáveis do tal indicador de sucesso profissional. Indicador este que possui portanto varias formas de ser construído de acordo com a definição de sucesso contida em cada um de nós. Poderia incluir um tempero a mais neste molho colocando uma pitada de expectativas novas trazidas pelas novas gerações.

Tivemos também recentemente uma situação nova nesta discussão. De uma certa forma a pandemia trouxe estas variáveis para o centro de nosso radar e avaliação de uma maneira mais tangível.

Para complicar este cenário futurista, muito se fala que algumas profissões do futuro ainda nem foram criadas, e que muito provavelmente estas profissões irão incluir cada vez com maior relevância atributos soft em seu pacote de hard skills.

Para fechar esta reflexão em torno de sucesso profissional não podemos deixar de fora uma questão importante quanto as lideranças que irão conduzir estes profissionais nos próximos anos.

Temos demandas urgentes e novas, expectativas diferentes e importantes de vários stakeholders do entorno das empresas, incluindo aqui os seus próprios funcionários.

Sendo assim, será que não teríamos também que fazer uma grande reciclagem nas lideranças atuais?

A cada novo escândalo envolvendo altos executivos, denuncias, notícias de má gestão empresarial, de falta de decoro, preconceito, assédio, má conduta ou ética, fico me perguntando até quando pessoas com este perfil continuarão a ser escolhidas para liderarem nossas empresas. Na mesma medida que muito se avalia o perfil de um candidato na contratação de um novo funcionário, incluindo aqui soft skills, esta mesma regra não é aplicada quando da contratação destes executivos? Se sim o que tem dado errado? Será que somente sua capacidade de entregar resultado tem sido o atributo relevante para delegar a estas pessoas tamanhas responsabilidades?

O que muito particularmente desejo quanto aqueles que estão começando, ou mesmo aos que estão no meio da jornada e tem por objetivo um dia ser um líder de pessoas e porque não executivos de empresas é simples:

Por favor estamos urgentemente precisando de profissionais mais preparados para estes novos tempos. Onde a margem de tolerância para tais desvios seja zero. Clientes, fornecedores, funcionários e a sociedade em geral esperam muito, mas muito mais das empresas e principalmente de seus líderes. A barra está subindo e muito, caso ainda não tenham percebido. Pois, para estes novos stakeholders, as expectativas quanto as metas corporativas vão muito além do ROI.

Sem um pacote de soft skills mais recheado, repaginado e turbinado, estes líderes não terão a capacitação necessária para enfrentar esta nova agenda e esses novos desafios destes novos tempos.

Faz-se necessário esclarecer que esta retórica que descrevi aqui acima reflete muito mais um desejo pessoal do autor do que necessariamente a realidade corporativa brasileira daqui em diante.

O futuro enfim dirá qual perfil de líderes teremos em nosso país.

E você? Se arrisca a fazer alguma previsão?

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