Pesquisa desenvolvida pela NEO Executive Search em parceira com a Fundação Dom Cabral, com a participação de 105 acionistas e conselheiros, apresenta o contexto atual do mercado de conselhos consultivos no Brasil e seu papel
na transformação das organizações.
O estudo demonstra que as organizações estruturam seus conselhos consultivos majoritariamente com o objetivo de evoluir em aspectos relacionados a estratégia, governança e gestão, visando a perpetuidade empresarial:
67,62% - Evolução da governança corporativa
61,90% - Sustentabilidade e longevidade dos negócios
39.05% - Profissionalização da gestão
35,24% - Estruturação do planejamento estratégico
Cada vez mais as organizações buscam conselheiros com domínio em temas como Governança Ambiental, Social e Corporativa (Environment, Social and Governance, em Inglês ESG), inovação e transformação digital, visto que essas agendas estão diretamente relacionados aos seus desafios para o futuro:
Melhores práticas de ESG - 44,76%
Foco em inovação - 37,14%
Transformação digital - 36,19%
Riscos & compliance - 32,38%
Transformação cultural - 30,48%
Investimento em capital humano - 26,67%
Ademais, a preocupação no desenvolvimento pessoal quanto no desenvolvimento profissional dos colaboradores é um assunto cada vez mais levado em consideração no mundo corporativo e que deve ser pauta dos conselhos, uma vez que trabalhar sob pressão não gera resultados a médio e longo prazo. Muito pelo contrário: atuar sob pressão tem de ser por um motivo excepcional e devidamente justificado pela alta gestão. A atual força de trabalho precisa entender o grau de necessidade e as motivações que levaram a empresa a exercer certa dose de pressão. Se o colaborador entende que a exigência é de fato importante, ele não se preocupa em trabalhar sob pressão, pois entende e se solidariza com a empresa, desde que ela faça a sua parte. Mas trabalhar sob pressão apenas e tão somente para obter maiores lucros não se sustenta para esta nova força de trabalho, que precisa se engajar nos valores de uma boa causa para se motivar.
Cada vez mais, essa força de trabalho também é mais preocupada com a saúde mental. Então, mesmo que sejam pessoas acostumadas desde cedo a um cenário fluído, com rápidas mudanças, a atual geração valoriza o equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. Consequentemente, buscam oportunidades em empresas que oferecem além do salário, flexibilidade no ambiente de trabalho e compromisso de valores com a comunidade, pois querem se sentir parte de uma corporação que colabora com um mundo melhor e compartilha ações de sustentabilidade.
Ser responsável por boas práticas de sustentabilidade, ética e conduta não só retém talentos como também incentiva seus colaboradores a vestir a camisa da empresa, com honra e orgulho, trabalhando sob pressão quando for necessário com grande comprometimento, desde que haja engajamento e reciprocidade.
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