Tudo desde o Diesel à Eletrônicos e EPIs, custa mais agora do que há alguns meses atrás. A inflação é uma realidade para todos os fornecedores em todos os segmentos, que compreensivelmente querem repassar os custos mais altos para os seus clientes.
Embora os preços mais altos pareçam uma expectativa nos dias de hoje, os profissionais de Compras devem se aprofundar para entender os efeitos reais da inflação sobre os bens e serviços que compram.
Os fornecedores adoram trabalhar com compradores que aceitam a inflação geral de preços ao consumidor como justificativa para aumentos de preços.
Assumir o aumento de preço de um fornecedor e reduzi-los em alguns percentuais não é negociação. Chama-se barganha. É preciso saber como gerenciar custos durante tempos inflacionários usando processos já comprovados ao longo do tempo.
Compartilho abaixo a experiência de algumas décadas em Compras através de vários ciclos econômicos.
5 componentes de PREÇO
· Material direto;
· Mão de obra direta;
· Custos indiretos de fabricação;
· Vendas gerais e administrativas;
· Margem de Lucro (%).
A inflação não afeta todos os elementos na mesma proporção. Os custos de combustível para transporte podem representar apenas cerca de 15% do custo de um produto. Mas uma empresa exige um aumento de combustível de 45%, aparentemente para compensar o aumento dos custos de combustível. Um comprador pode se sentir bem negociando apenas um aumento de 30% na sobretaxa de combustível. Mas o aumento do preço do combustível é, na realidade, um componente menor do preço geral. Ao concordar com uma sobretaxa de 45%, um comprador está, na verdade, concordando que cada elemento de custo aumentou 45%. Isso significa que os salários dos motoristas, seguros, depreciação do caminhão, reparos e manutenção, impostos e todas as despesas gerais, comerciais e administrativas também subiram 45%. O mesmo com o lucro. Não faz sentido.
4 passos para gerenciar aumentos de preços
A chave para gerenciar custos durante tempos inflacionários é ignorar a taxa de inflação geral e focar na precificação de produtos e componentes críticos. Para materiais elétricos, acompanhe o preço do Cobre. Se o preço do Cobre subir 20%, isso não significa necessariamente que todos os outros componentes aumentem na mesma proporção.
Analise os números
Divida o preço de um fornecedor nos principais elementos de custo e, em seguida, identifique os dois ou três principais componentes críticos. Em seguida, aprofunde-se nesses componentes críticos do preço.
Desafie o seu fornecedor
Os fornecedores precisam mostrar que compram melhor do que a média de mercado para serem escolhidos pela sua empresa. Por exemplo, se o preço de uma determinada mercadoria subir 10%, espera-se que seu fornecedor pague cerca de 7% a mais apenas. Da mesma forma, quando o mercado cai 10%, espera-se que o preço do fornecedor dessa mercadoria caia 13%.
Busque outras alavancas de valor, muito além do preço
Em tempos de inflação, é difícil negociar preços mais baixos, mas podemos buscar economias por outros meios sem prejudicar os nossos fornecedores atuais e clientes internos:
I. Identificação e acompanhamento de custos de produtos críticos;
II. Buscar formas de reduzir a demanda por produtos ou serviços para eliminar o spend;
III. Buscar maneiras de reduzir custos usando menos materiais ou mão de obra e ainda atender aos requisitos técnicos definidos pelos clientes internos.
Não há uma receita de sucesso pronta, assim como não há um único caminho para a obtenção de resultados diferenciados pelas áreas de Compras, no entanto em tempos desafiadores é importante não somente pensarmos mas agirmos fora da caixa considerando todos os métodos já comprovados no passado recente.
Boa sorte e Sucesso!
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