Antes de começarmos a tratar do assunto, é importante que todos tenham muito claro o conceito da técnica de análise de valor chamada TCO – Total Cost of Ownership, ou Custo Total de Propriedade.
O TCO foi elaborado pela Gartner em 1987 e embarcado como parte das ferramentas do Strategic Sourcing. Quando falamos de compras de TI em geral, sua aplicação trará um grande diferencial no seu processo competitivo, agregando valor ao processo de Compras e também à análise decisória junto aos requisitantes.
A análise do TCO pode ser dividida em 3 categorias:
1) Preço de Aquisição: valor do produto; impostos locais e de importação; logística – atenção ao incoterm em caso de importação; serviço de instalação e/ou implementação; testes; licenças embarcadas etc.;
2) Custo de Operação: desempenho, (in)disponibilidade, rotinas de back-up e recuperação; treinamentos; suporte interno ou externo (normalmente pago mensalmente durante toda a vida útil do equipamento);
3) Custos de longo prazo: hardware refresh ou atualização tecnológica ao fim da vida útil; descarte ou venda e seus respectivos serviços internos (limpeza dos dados, por exemplo). Para os itens 2 e 3, o tempo de vida útil do equipamento deve ser estabelecido para que o estudo seja realizado e as comparações entre fornecedores sejam equalizadas.
Para que se determine quais os critérios que se aplicam ao estudo de determinado tipo de equipamento, é sempre importante contar com a parceria da sua área requisitante, pelo menos nos primeiros TCOs, de forma que a lista de itens seja o mais completa possível e as análises tenham uma visibilidade holística do tempo de utilização do equipamento até a sua substituição, evitando custos não previstos e que poderiam impactar a tomada de decisão e
até alterá-la se fossem identificadas a tempo.
Uma dica é elaborar esta lista de dados a serem analisados de forma padronizada e dividi-la com os fornecedores no momento da RFX para que eles a preencham – isso facilita muito a vida!
Vocês podem atribuir rates e pesos aos itens se julgarem interessante.
Voltando aos hardwares, sabemos que tudo o que é ligado à TI e que pode ser tocado é chamado de hardware: notebooks; placas mãe, de vídeo ou de memória; monitores; impressoras; processadores; racks entre outros. Acredito que a grande maioria de vocês, até como usuários de tecnologia já de forma pessoal e profissional, tenham certa familiaridade com muitos destes termos.
Além destes, abaixo listo quatro que considero como sendo os tipos de hardwares mais comumente solicitados pelas empresas, mas esta lista não é exaustiva e varia muito com o negócio da empresa. Vejam a lista abaixo com uma breve discrição de cada um:
Servidores: é um computador equipado com um ou mais processadores, bancos de memória, portas de comunicação, softwares e, ocasionalmente, algum sistema para armazenamento de dados, como hard disks internos ou memórias SSD que tem como finalidade de servir, ou fornecer “algo”: aplicações de sistemas, como um ERP por exemplo; resultados processados pelos softwares; hospedagem de sites; bureau de serviço de impressão; serviços de banco de dados, etc. Os servidores podem ser físicos ou virtuais e ser instalados local ou remotamente.
Workstations: são desktops (computadores com baixa mobilidade) de elevado desempenho e normalmente destinados a aplicações de engenharia, produção gráfica e cientifica. Atuam em conjunto com monitores, teclados ou mesas digitalizadoras e outros periféricos. São configuradas de forma modular, o que permite que cada parte
tenha suas especificidades. Normalmente são mais potentes que desktops e notebooks de uso pessoal.
Switches: O switch é um aparelho que conecta todos os computadores da sua rede, de forma que eles possam trocar dados entre si. O switch atua como ponte, recebendo os dados do computador de origem e redireciona para o computador de destino, seja ele um servidor, um outro desktop, uma impressora, ou qualquer outro dispositivo que
possa ser conectado. Muitas das compras de switches estão ligadas à telecom e redes de wi-fi.
Storage: é um conjunto de HDs interligados onde são armazenados, gerenciados e protegidos de forma inteligente os dados da rede local da empresa. Ele também pode assumir outras funções como, por exemplo, servidor de arquivos backup, área de compartilhamento e colaboração, ou seja, tudo o que envolva a administração e o processamento de dados armazenados.
Sucesso na sua próxima compra!
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