As grandes mudanças no mundo dos negócios impulsionadas por novas tecnologias e pela revolução digital exige também um esforço transformacional das corporações, em fase de adaptação a um novo “modelo” ainda em desenvolvimento.
Portanto, questões que antes pareciam ainda distantes da realidade das empresas tornaram-se fundamentais para a sustentabilidade do negócio em meio a tantas mudanças!
Aí entra a Diversidade como uma necessidade para se ter um negócio mais competitivo, flexível e ágil. Se todos numa estrutura organizacional são “formatados” dentro de uma cultura e seguem um mesmo padrão de comportamento e pensamento, como a organização poderá adequar-se aos novos tempos? Como a visão será nova, uma vez que os indivíduos que a compõe tem uma forma parecida de tratar e lidar com situações de seu dia-a-dia?
É interessante observar o quanto – no atual momento em que vivemos – tantos conceitos de gestão podem ser questionados. E um dos fatores que podem contribuir para isso é a busca pela diversificação da estrutura organizacional, o que significa trazer para o ambiente corporativo um exato reflexo da sociedade em que vivemos: diversa, composta de camadas de pessoas com histórias e experiências de vida diferentes e que compõem a fotografia complexa da nossa realidade.
Parece fácil constatar que, ao aplicar a Diversidade como política organizacional, isso trará à organização uma mescla frutífera de novas ideias, comportamentos e por consequência adequação às novas realidades competitivas. Mas não é tão simples assim.
A começar por quebrar conceitos da cultura corporativa, de como as pessoas devem se portar no ambiente de trabalho, como são avaliadas e como podem evoluir e serem incluídas, uma vez não tendo o “padrão” de comportamento considerado adequado pela maioria.
Isso mostra o quanto a política de RH necessita ser ampliada e ter assim uma nova abordagem desde o recrutamento quanto a garantia de que o colaborador poderá ser incluso no ambiente corporativo. Há de ter-se o comprometimento da alta gestão em dar esse espaço ao novo e ter uma adesão expressiva da gestão da empresa em admitir que é necessário ter pessoas com formas de pensar e agir distintas.
Assim, o primeiro grande passo é readequar as formas de contratação de maneira a garantir um maior leque de opções nos currículos selecionados, composto de uma mescla de gêneros, raças, diferentes diplomas oriundos de um leque mais amplo de faculdades/universidades, com faixas etárias distintas e, por consequência, experiências também diversificadas.
O segundo passo, por sua vez, é a inclusão e dele falaremos num próximo artigo.
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